Paula Costa era o nome com que se apresentava antes de ter fundado a Raríssimas, em 2002. Cresceu com a associação, exigia que lhe chamassem “doutora” e até trocou o apelido para ser associada à alta sociedade.

Paula Cristina de Brito Cardoso nasceu no dia 13 de outubro de 1966. Filha de uma doméstica e de um fuzileiro, natural de Loures, casou-se com 20 anos.

O marido, Nelson de Oliveira Costa, que chegou a ser porteiro de uma casa de strip, é 12 anos mais velho e tem dois filhos de uma anterior relação.

Do enlace com Nelson de Oliveira Costa nasceram dois filhos. Marco, o primogénito, portador da rara síndrome de Cornelia de Lange, e César, descrito pela mãe como “o herdeiro da parada”.

Ao casar-se com Nelson de Oliveira Costa, no dia 4 de setembro de 1986, passou a usar o apelido do marido. No seu registo civil consta como, a partir de então, Paula Cristina de Brito Cardoso da Costa. Entretanto, com a crescente notabilidade, e apesar de estar registada na Associação Raríssimas em concordância com o registo, passou a usar o nome Paula Brito “e” Costa.

DO QUIOSQUE AO PODER

A mulher simples, que vendia jornais, tabaco e lotarias num quiosque das Avenidas Novas, em Lisboa, foi assumindo uma nova personagem. Passou a querer ser tratada como uma senhora da Alta Sociedade e, segundo vários colaboradores da Raríssimas, obrigava-os a levantar aquando da sua passagem.

Além de ter alterado o apelido, passar a usar um carro de alta cilindrada, roupas e acessórios caros, a sua pose alterou-se. “Via demasiados luxos, desde os vestidos, aos sapatos e malas de marca, passando pelo carro”, explicou, ao ‘Correio da Manhã,’ Fátima Sousa, antiga funcionária.

O próprio tratamento que exigia, “doutora”, é disto simbólico. Porém, a agora ex diretora da Raríssimas nem sequer é licenciada, tendo apenas frequência universitária em Filosofia.

Fonte: Flash

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