Geringonça, “além de fazer bem à economia, está a fazer bem à democracia”

A redução da abstenção, assim como a redução de votos brancos e nulos nestas eleições autárquicas revelam, na opinião de Pedro Silva Pereira, que esta solução governativa está a aproximar os eleitores da política.

Ainda sobre as eleições autárquicas do passado dia 1 de outubro, Pedro Silva Pereira escreve uma reflexão no site do Partido Socialista – Ação Socialista – em que se debruça concretamente sobre um facto “da maior importância para a saúde da nossa democracia: a diminuição da abstenção”.

“Apesar da conversa recorrente que vê por toda a parte sinais de divórcio entre os eleitores e a política, a verdade é que a taxa de abstenção caiu de 47,4% para 45%, em consequência de terem ido votar mais cerca de 175 mil eleitores do que nas autárquicas de 2013”, começa por escrever o socialista, admitindo que a taxa de abstenção continua elevada.

Contudo, “em abono da verdade”, prossegue, “não pode escamotear-se que os cadernos eleitorais continuam a registar perto de 9,4 milhões de inscritos num país com uma população residente de apenas 10,4 milhões”. Neste sentido, no entender de Pedro Silva Pereira, “o verdadeiro índice de participação democrática será bastante mais elevado do que os números da abstenção sugerem”.

Outro dado realçado pelo socialista é a diminuição do número de votos brancos e nulos. Se se comparar com as eleições autárquicas de 2013, “verificamos que o número de pessoas a votar branco ou nulo, que tinha ascendido aos 340 mil, caiu agora para cerca de 235 mil”. Significa isso que, “mais de 100 mil eleitores que há apenas quatro anos usaram o voto branco ou nulo como forma de protesto contra os partidos e o sistema político, encontraram agora, na oferta proporcionada pelas diversas forças políticas, propostas merecedoras do seu voto expresso”, considera, destacando que tal não acontece “por acaso”.

Todos estes indicadores, sugere, apontam “no mesmo sentido dos resultados das sondagens recentes que revelam taxas crescentemente positivas de apreciação das instituições políticas, com destaque para o Parlamento”. E a conclusão que apresenta é que “a solução governativa liderada pelo PS e apoiada pela esquerda parlamentar, descrispando a vida política e respondendo aos anseios dos cidadãos, além de fazer bem à economia, está a fazer bem à democracia”.

Nestas eleições, recorde-se, o PS alcançou os melhores resultados de sempre, e o PSD os piores. Os resultados levariam Pedro Passos Coelho a decidir não se recandidatar à liderança do partido, abrindo caminho à disputa interna que vai opor, tanto quanto se sabe até agora, Santana Lopes e Rui Rio.

Fonte: Noticias ao Minuto

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