ISCSP. Depois do abaixo-assinado, outro grupo de alunos apoia contratação de Passos Coelho

Depois do abaixo-assinado a pedir que Passos Coelho não fosse aceite como professor do ISCSP, um núcleo de estudantes da mesma faculdade assumiu o apoio público ao antigo primeiro-ministro.

Em menos de uma semana, o convite de Pedro Passos Coelho como professor convidado do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) foi alvo de apoios, críticas e de duas posições extremas entre os estudantes daquela faculdade. Primeiro, foi o abaixo assinado lançado por alunos contra a sua contratação. Agora foi a vez do núcleo de estudantes social-democratas da instituição manifestar o seu apoio público ao antigo primeiro-ministro.

Realçando o “mérito” e a “experiência” como argumentos válidos para sustentar a decisão da faculdade — num caso que, comentam, “se tornou num assunto político-partidário” — o grupo de estudantes sai em defesa do antigo líder do PSD reconhecendo o “o mérito e a mais-valia que a contratação do Dr. Pedro Passos Coelho acrescenta ao corpo docente do nosso Instituto, tanto pela sua experiência, dedicação em prol do nosso país e a sua gestão exemplar em todos os cargos que desempenhou”, declaram em comunicado.

Face aos desafios encontrados no XIX Governo Constitucional, no qual o Primeiro-Ministro, através de políticas muito contestadas, contudo necessárias para a recuperação económica do nosso país, de modo a que pudéssemos voltar a ser competitivos a nível internacional e assegurar a estabilidade financeira dos portugueses, ganhou uma experiência que merece ser colocada ao serviço do país”, refere o mesmo comunicado.

 

O núcleo social-democrata assume uma posição totalmente oposta à que motivou o lançamento do abaixo-assinado por parte de outro grupo de alunos, com o noticiou o Jornal de Negócios. Contestam o convite feito pela faculdade por considerarem que é “uma afronta à transparência e à meritocracia, prejudicando os estudantes, o restante corpo docente e, em última instância, até a própria instituição de ensino”.

Já o grupo de sociais-democratas coloca-se ao lado da decisão do Conselho Científico, alegando que “a experiência nas mais diferentes áreas da governação e da administração pública”, a ligação à Europa e a parceiros internacionais, bem como “a competência e a dedicação com que desempenhou a sua missão em prol do nosso país” justificam a escolha de Passos Coelho. “Se a atual situação dos portugueses é positiva e o presente governo é bem-sucedido, muito se deve à intervenção, coragem e trabalho do Dr. Pedro Passos Coelho e da sua equipa que o acompanhou e ajudou a reorganizar o país.”

Um comunicado em que nem Sérgio Sousa Pinto é esquecido. A manifestação de apoio dos estudantes remata com as recentes declarações do socialista nas redes sociais em reação às críticas geradas pela notícia de que Passos Coelho iria dar aulas naquela universidade pública: “A experiência de um ex-primeiro-ministro, qualquer que seja, é única e valiosa”.

Entretanto, também a Associação de Estudantes da mesma faculdade comunicou que “não se revê” no abaixo-assinado que contesta a contratação de Passos Coelho como professor, avança o Diário de Notícias. Num outro comunicado, os alunos explicam que esta é a única estrutura que representa os estudantes daquela universidade. Daí que entendam que “esse pretenso abaixo-assinado não vincula os alunos do ISCSP, nem muito menos o entendimento da Associação de Estudantes do ISCSP sobre o processo em causa”. A associação, presidida por Helder Jesus, defende ainda que o documento que contesta Passos Coelho não cumpre as normas estatutárias.

Fonte: Observador

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