Proteção Civil dá “Tolerância zero ao uso do fogo”

A Proteção Civil alerta para o aumento das temperaturas durante esta semana, tornando-se indispensável a adoção de comportamentos responsáveis e medidas preventivas.

O tempo quente parece vir para ficar, mas com ele aumenta também os riscos de incêndios, associados à descida dos valores da humidade e à previsão de vento. Até à próxima sexta feira (3 de agosto), “há um agravamento do risco gradual de incêncios” – alerta Nuno Moreira do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Além deste risco inerente, pode também verificar-se um “impacto na saúde pública, registando-se ainda uma previsão de entrada de poeiras do Norte de África, em particular nas zonas mais a Sul”- sublinhou o responsável pela Direção Geral da Saúde (DGS), numa conferência de imprensa conjunta com a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Desta forma devem ser adotadas formas de autoproteção, procurando ambientes frescos, climatizados, casas arrefecidas, fechar estores e tentar não aquecer a casa como por exemplo ao ligar fornos.

O porta-voz da DGS, alertou que deve evitar-se a exposição direta ao calor entre as 11h e as 17h, devendo optar-se por beber água ao longo do dia, evitando bebidas açucaradas e alcoólicas.

Com a altura de férias, se tem de carro, deve sempre que possível, tentar evitar horas de grande calor,  “não deixe crianças, idosos, pessoas com mobilidade reduzida ao animais no carro nem por um minuto. E tenha cuidado com atividades ao ar livre. Se temos de ter cuidado connosco, maior cuidado é preciso com pessoas vulneráveis”, ressalvou ainda.

Patrícia Gaspar,  da ANPC, alerta que devido à “inversão brusca da meteorologia”, foi dado até amanhã um “alerta especial para dispositivo de combate a incêndios rurais, sendo que atualmente temos todos os distritos Centro, Sul e Norte do país para já em alerta amarelo, excetuando-se apenas os do litoral”.

Acrescentou ainda , que está a ser “reforçada a monitorização das zonas vulneráveis e a ser pré-posicionados meios com capacidade de intervenção”, tornando-se importante “adequar os nossos comportamentos. Tolerância zero ao uso do fogo, em especial junto de espaços florestais”.

Fonte: Notícias ao Minuto

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