Jair Bolsonaro, candidato presidencial Brasileiro foi esfaqueado

O candidato à presidência do Brasil, que usava um colete à prova de balas, estava em ação de campanha quando foi atacado com uma faca, tendo sido submetido a uma cirurgia. Suspeito foi detido.

O candidato presidencial às eleições do Brasil Jair Bolsonaro foi esfaqueado esta quinta-feira durante uma ação de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais.

De acordo com a assessoria de imprensa do candidato, o ferimento foi feito no fígado e Bolsonaro está a ser submetido a uma laparotomia exploratoria para verificar se sofreu algum ferimento mais profundo.

Segundo o jornal O Globo, que presenciou o momento, o candidato estaria a usar um colete à prova de bala. No momento em que foi atingido, Bolsonaro estava a ser carregado por apoiantes, tendo de seguida sido retirado do local.

O suspeito, Adélio Bispo de Oliveira, foi apanhado em flagrante e espancado por pessoas que estavam no local, avançou o G1, que citou as autoridades. A polícia informou ainda que o suspeito foi detido. Adélio Oliveira foi filiado no Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) de Uberaba entre 2007 e 2014, confirmou a revista Veja.

Um dos seus filhos e deputado, Flávio Bolsonaro, confirmou a informação através do Twitter, referindo que o “Jair Bolsonaro sofreu um atentado”, mas que foi apenas superficial e que está bem.

Nas redes sociais, entretanto, já foram divulgados vários vídeos do momento em que o candidato à presidência foi esfaqueado. As imagens iniciais foram captadas pelo jornal O Globo.

Eduardo Bolsonaro disse, também no Twitter, que as informações que tem “são preliminares”, mas que Bolsonaro “está fora de risco de morte”.

Ainda antes do momento em que foi esfaqueado, o deputado tinha abordado o seu “aparato de segurança”. “Todos os que estão comigo são da Polícia Federal e são voluntários. Até vocês que não integram ou nunca integraram as forças de segurança, como civis, colaboraram neste momento porque querem, em grande parte, ver mudar o nosso Brasil”, referiu Bolsonaro, citado pelos órgãos de comunicação brasileiros.

Desde o fim de julho que o candidato é escoltado diariamente por uma equipa da Polícia Federal, uma garantia que é concedida aos candidatos à presidência.

Nas últimas sondagens para a presidência do Brasil, Bolsonaro esteve à frente na primeira volta, mas perdeu numa segunda volta contra todos os candidatos, excepto o do PT.

PSOL: “Um grave atentado à normalidade democrática”

O PSOL, partido no qual o suspeito era filiado, já reagiu e afirmou que o ataque a Bolsonaro foi “um grave atentado à normalidade democrática e ao processo eleitoral”. “O nosso partido tem denunciado a escalada de violência e intolerância que contaminaram o ambiente político nos últimos anos. Por isso, não podemos nos calar diante deste fato grave. Repudiamos esse ataque contra o candidato do PSL e esperamos das autoridades as medidas cabiveis contra seu autor!”, sublinhou o PSOL em comunicado.

Fonte: Observador

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