Sondagem para as legislativas “é um terramoto para o PSD e para o Bloco”

Marques Mendes considera que o PSD levou uma “pancada monumental” na recente sondagem Aximage. Atribui a perda na intenção de votos às “tricas internas” no seio do partido laranja.

A sondagem Aximage de agosto revelou ser um mensageiro de más notícias para o PSD e também para o Bloco de Esquerda. Se o PS reúne 40% de intenção de votos, o PSD desce dos 27% para os 24% e o partido de Catarina Martins caiu quase dois pontos para 7,8%. No seu espaço de comentário semanal na SIC, Luís Marques Mendes analisou a sondagem.

“É um terramoto para o PSD e para o Bloco de Esquerda”, começou por dizer. “O Bloco perde no espaço de um mês mais de 20% dos seus eleitores. É um efeito do caso Robles. A forma como o Bloco lidou com este assunto. Diria que isto é mau porque o Bloco estava em processo de crescimento e desceu e é mau pela altura em que acontece porque é altura de negociação de Orçamento do Estado. Se o Bloco queria estar mais forte fica mais fraco. Também é mau em termos de perspetivas futuras porque no próximo ano há eleições”.

O comentador realçou que os bloquistas estão a procurar “recuperar a imagem”, manchada na sequência do caso Robles. “As pessoas do Bloco estão um pouco afetadas porque estão num frenesim de grande protagonismo. Agora a última é uma taxa para a especulação imobiliária voltar a ser assunto”.

Relativamente ao PSD, Marques Mendes fala num cenário mais grave. “O PSD leva outra pancada monumental. Esta é a sondagem mais baixa que alguma vez o PSD teve desde que há sondagens em Portugal”. E o problema é fácil de identificar para o antigo líder dos sociais-democratas. “Isto tem sobretudo a ver com as tricas internas. Eu tenho para mim que o PSD precisa de tréguas. Enquanto não houver essas tréguas internas, obviamente que as pessoas não acreditam num partido dividido”.

Marques Mendes deu o exemplo das declarações proferidas por Rui Rio na recente entrevista à TSF. “Rio diz que quem discorda deve sair do partido, foi infeliz. Um líder tem de ser um exemplo de integração, de abrangência, de unificação. O líder tem de ter a preocupação de unir e não de dividir. Não pode ser um incendiário”, destacou.

“Rui Rio é líder há oito meses e qual é que é a grande mensagem para o país de que os portugueses se recordam? Recordam-se das tricas e das divisões internas no PSD”, sublinhou.

O comentador enfatizou ainda a subida do CDS de quarto para terceiro no que toca às intenções de votos dos portugueses.

Fonte: Notícias ao Minuto

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